“De repente descobri um mundo mudo que se apresenta aos olhos como um quadro vivo e me oferece um saco sem fim de inspiração. De repente derrubei muros que custei tanto a construir e atrás deles encontrei pedaços esquecidos de mim. De repente quis mudar meu destino e desistir de tudo o que me ocupa um tempo sem retorno. E quis viajar pra onde for, mesmo que sozinha, para poupar meus ouvidos dos diálogos vãos.”

— Carol Burgo
“De repente desejei apenas uma companhia firme ocupando o lugar barulhento de dezenas de farras, bares e noites sem dormir. De repente calei mil palavras ruidosas pra sentir a dimensão de umas poucas. De repente me vi viciada no olhar e nessa mudança de estado tudo virou motivo de uma inquieta apreciação.”

— Carol Burgo
“Vez por outra, sem tempo determinado ou motivação explícita, somos indefensavelmente sugados para fora de nós mesmos, dos nossos hábitos, da nossa apatia e da forma acomodada como vemos a vida. Isso. Ainda que sugar sugira “puxar para dentro”, a ideia aqui é de ser puxado para fora mesmo. Subitamente expandidos, elásticos e flexíveis. E eu não falo sobre revoluções e caos, falo sobre coisas simples como o debruçar de um olhar diferente sobre todas as coisas.”

— Carol Burgo
“Do lado de fora do trem olhei para ele e me vi refletida no vidro. Percebi que existe um tipo de história de amor que também merece ser contada: aquela que a covardia nunca vai deixar acontecer, por que eu não falei, você não disse, eu não vi, você não percebeu, eu esperei, você desistiu, eu corri, você ficou e nós perdemos a estação.”

— Carol Burgo
“O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo, na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando setes humanos no que eles tem de melhor e de pior. Vejo sua feiura e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas.”

— A menina que roubava livros
“Eu queria tanto ser mulher (talvez menina) que tive de me controlar, a cada dez minutos, pra não rodopiar cantarolando no centro de qualquer sala.”

— Tati Bernardi
“A tristeza esvaziada é a única felicidade real.”

— Tati Bernardi
“Talvez, se uma conjunção de fatores se juntassem e me tornassem algo um pouco diferente, a esqueceria por estar certo de que paixões platônicas não precisam criar raízes. Poderia ser apenas uma simples atração. Poderia não ser nada. Poderia saber o nome dela.”

— Gustavo Lacombe
“O tempo do outro demora uma eternidade. O tempo do outro demora duzentas mil vezes o espaço que eu dou para o tempo do outro. Eu preciso ver a outra pessoa para saber se de fato gosto dela, mas não consigo. Minha ânsia de amar é tão grande que me apaixonei criança por um vulto e até hoje fico pegando coisas reais para tentar preenchê-lo, mas o amor vive vazio. É como se eu tivesse te comprado, ou melhor: te inventado. A pior vingança de quem ousa inventar um amor é o personagem criar vida própria.”

— Tati Bernardi
“Esse amor é único. Daqueles que não adianta procurar igual. Ele não permite comparações. É resumido em uma palavra, mas poderia se condensar num gesto. Um abraço, um carinho, um olhar. Poderia se deixar confinar por alguma definição, mas preferiu se espalhar na indefinição perfeita do que é. Tanta coisa pra ser e, ainda assim, prefere simplesmente se bastar em ser Amor.”

— Gustavo Lacombe
“Por mais constante que pareça a presença, um dia de falta é o bastante para a saudade abraçar o peito.”

— Gustavo Lacombe
“E saudade nunca é compensada. Uma vez instalada, nunca mais se recupera dos seus efeitos.”

— Gustavo Lacombe
“Esse amor é rasgado. Daqueles que quem bate o olho logo percebe o quanto é fácil ser mimado por ele. Amor de colo, me ampara nas horas difíceis, dá força em momentos de crise e me nina nos dias felizes. Daqueles que vira abrigo, não importa o dia. Segunda, feriado, ponto facultativo, domingo, dia de santo, dia de branco, dia de festa. Não importa. É sempre dia de Amor.”

— Gustavo Lacombe
“O que acho necessário, cada vez mais, é atentarmos para como lidamos com o nosso ambiente e o que entregamos a ele. Claro que, quando ele nos dá amor, é mais fácil dar amor de volta. Quando ele é duro, é pior. Ainda assim, qualquer melhora ou mudança onde vivemos começa numa atitude nossa. Muito dessa atitude vem de nossa educação. Num mundo tão bruto em que quase todos os dias nos chocamos com as notícias dos jornais e da televisão, ser uma fonte de gentileza e educação pode fazer a diferença.”

— Gustavo Lacombe
“Sem querer estabelecer um ideal ou fazer apologia, mas até uma lixeira no shopping pode mostrar o valor de um obrigado. E, por incrível que pareça, as pessoas mais gentis que eu conheço são aquelas que não tiveram muita oportunidade, mas levaram e levam suas vidas da melhor maneira, sem querer passar por cima de ninguém.”

— Gustavo Lacombe

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